
Ato 3: revelações
Para ler ouvindo: “Nunca” de Lupicínio Rodrigues por Zizi Possi
Enquanto leio os volumes de Sandman, preparo as refeições e ajudo a organizar as coisas para a nossa viagem. Sem nunca me esquecer de reservar um tempinho para cuidar dos sonhinhos.
E, olha, acho que as lições de yoga que Yanagi me passou estão ajudando na minha concentração. Sabe que parece que está mais fácil me comunicar com os sonhos? Cada dia parece que é mais fácil do que o anterior, bom isso né!
No outro dia, Shirô me contou que eles não estavam lá assim exatamente felizes quando foram capturados por nós... ai, nessa hora eu fiz uma cara de culpa que até deixei Shirô preocupado. Ele logo se apressou em dizer que estava tudo bem, pois como as pessoas não tinham mais tempo para sonhar, tanto fazia se eles ficassem ali “presos” no aquário ou em qualquer outro lugar... Nessa hora, senti uma pena enorme deles!
Depois, ele fez questão de agradecer as refeições que eu preparo e que eles apreciam muito. Mas para eu não ficar chateada “quando a comida parece intocada”. É que, ele disse, eles só comem de verdade quando estão no limite de suas reservas de energia. Em dias normais, “sorver um pouco do aroma é mais do que suficiente”. Mas ele disse que “minha cozinha floral é muito requintada”, o que me deixou vermelha! Mas bem que eu gostei de saber isso =).
Agora, o que me deixou feliz da vida foi quando Shirô me disse assim: “Sabe o que é? É que eu queria que você fosse minha amiga, por isso eu... pop-pop-pop.” Fiquei tão feliz, mas tão feliz que não me contive e dei um abraço no Shirô. Errrrr não sei se ele gostou muito não, mas eu... bem, eu quis mostrar minha gratidão de alguma maneira :D.
Tem uma coisa, uma última coisa que me deixou boquiaberta! Bem que eu tinha percebido que o outro sonhinho ficava sempre meio de lado, quietinho, até parecia se esconder. Vocês não sabem! Isso foi o que mais Shirô demorou pra me contar! Na verdade, ele é... ele é um pesadelo! Coitadinho, um pesadelo! Fiquei morrendo de dó... Shirô esperou um momento em que ele estivesse dormindo para me contar... ele me disse: “Sabe, Saki, ele também já foi um sonho um dia. Mas ficou tão desconsolado com a sua condição de “sonho não realizado”, “sonho botado de lado”, que desistiu um pouco de viver. Em outras palavras, ele é uma espécie de sonho de mau-humor... Os pesadelos perderam todas as esperanças de conseguir cumprir sua missão. Daí, eles vão ficando encarquilhadinhos, meio corcundinhas, não querem saber de papo... Nada nem ninguém é capaz de animá-los...”
E depois de tudo... ficou ali, olhando com uma tristeza nos olhinhos para o amigo calado...

Participe! Uau! Quantas revelações, heim? Como é bom poder ouvir os sonhos, não é mesmo (rs)? E parece que está mesmo tudo preparado para o encontro com Morfeus. Será que eles conseguirão falar com o Lorde dos Sonhos e descobrir a resposta? Se você tem um palpite, não se acanhe e deixe um comentário para as mikos aí embaixo =)!
Caso sua contribuição seja aceita, seu nome figurará nos créditos de colaboração da construção da trama. No entanto, ao participar deste processo colaborativo, eles passam a ser parte integrante da história como um todo e, portanto, de propriedade intelectual da autora. Ao enviar uma colaboração, você concorda que está ciente das condições aqui descritas.
Colaboradora deste capítulo: Biti Averbach.
A referência a Sandman tem a única intenção de homenagear e divulgar o primoroso trabalho desenvolvido por Neil Gaiman. Todos os direitos pertencem a seus respectivos proprietários.
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